Aconteceu entre os dias 04 a 06 de setembro na cidade de Guarapari no Espírito Santo o I Encontro Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional da População Negra, Comunidades Quilombolas e dos Povos e Comunidades Tradicionais.
[1] Consiste em desapropriar famílias de regiões onde estão fixadas, sem as condições básicas de saneamento básico, saúde, segurança, educação, com o argumento de que ali consiste em área de risco, para então lotear estes espaços e vender atendendo ao capital especulativo e as classes dominantes.
Houve depoimento sobre essa questão em dois momentos; durante o trabalho do GT2 e na plenária. No GT2 tivemos o depoimento do que acontece na Ilha de Marambaia no Rio Grande do Sul e na plenária a colocação do que acontece no Rio de Janeiro que já é do conhecimento de todos, mas não se sabia nomear a situação cotidiana daqueles moradores.
As propostas encaminhadas na plenária serão encaminhadas para a sistematização e discussão na Conferência Nacional que será em Salvador no mês de outubro.
Conclusões: Os Quilombolas trazem a seguinte situação: não houve avanços quanto à titulação das suas terras;
Se faz necessário o reconhecimento dos saberes para que tenhamos o respeito dos usos e costumes dos povos tradicionais;
É preciso um número significativo de Conselhos Regionais de Assistência Social CRAS que sejam voltados para as especificidades da População Negra, Quilombolas, dos Povos e Comunidades Tradicionais.
ENFIM: Pensar em Política de Segurança Alimentar é necessariamente tirar as políticas públicas de Reforma Agrária, Saneamento Básico, Saúde, Educação, Segurança e etc.,...
Continuar a lutar é acreditar que o sonho que é sonhado no coletivo será realidade.